SANTIAGO NO BRASIL

Nosso blog tem intuíto de mostrar o desenvolvimento dos estudos que estão sendo efetuados pelo Grupo de Estudos Santiago, da Associaçao Brasileira dos Amigos do Caminho de Santiago, sobre a presença e a influência de Santiago na cultura brasileira.

6/06/2006

A estação de Santiago

SANTIAGO
Município de Pojuca, BA
Linha tronco - km 86,349 (1960) BA-2573
Inauguração: 04.08.1862
Uso atual: abandonada com trilhos
Data de construção do prédio atual: 1943

HISTORICO DA LINHA: A linha-tronco da Viação Ferrea do Leste Brasileiro (VFFLB) era a linha original da E. F. Bahia ao São Francisco, aberta entre 1860 e 1863 e ligando a estação da Calçada, em Salvador, à de São Francisco, em Alagoinhas, ainda bem longe do rio do mesmo nome. Esta linha foi incorporada pelo Governo baiano em 1903, repassada a outros concessionários até que em 1911 foi entregue à concessão da Cia. Chemins de Fer Federaux du L'Est Bresilien, de capital francês. Em 1935, a VFFLB foi criada pelo Governo para ficar com o acervo dos franceses, já sem interesse de mantê-la. Em 1975 foi definitivamente incorporada pela RFFSA como uma de suas divisões, depois de ter sido uma das constituintes desta, em 1957. O último trem de passageiros de longo percurso passou pela linha nos anos 1980, e hoje (2005) trafegam, no trecho Calçada-Paripe, apenas trens elétricos metropolitanos, ainda sob a batuta da CBTU. Hoje todas as linhas baianas que sobram em atividade estão sob a concessão da Ferrovia Centro-Atlântica (FCA).

A ESTAÇÃO: A estação de Santiago, a qual não visitei, está localizada em um distrito afastado do município de Pojuca, de nome Central. Aliás, Central era o antigo nome da estação até os anos 1940. O distrito manteve o nome, mas não a estação. Segundo informações obtidas em Catu, a estação está abandonada e depredada e é do mesmo estilo da estação de Pojuca. (nota: o Guia Geral de 1960 mostra a data de inauguração como sendo 1950, o que está claramente errado. Os guias já mostram a estação em 1932 com o nome de Central).
(Fontes: Ralph M. Giesbrecht; Guias Levi, edições de 1932 a 1984; Estradas de Ferro do Brazil, de Cyro Deocleciano R. Pessoa Jr., 1886)