SANTIAGO NO BRASIL

Nosso blog tem intuíto de mostrar o desenvolvimento dos estudos que estão sendo efetuados pelo Grupo de Estudos Santiago, da Associaçao Brasileira dos Amigos do Caminho de Santiago, sobre a presença e a influência de Santiago na cultura brasileira.

12/17/2006

Semana de Santiago Apóstolo, Santos


Foto tirada às portas da Sala Princesa Isabel, na Câmara dos Vereadores de Santos, quando da aprovação do projeto da AACS - Santos instituindo a Semana de Santiago Apóstolo, onde aparecem diversos associados da nossa regional: Marcos Santalla, Leusa, Marcina Vieira, Adriana Cimini. E, abaixo, apareço eu, acompanhada por representantes da comunidade espanhola na nossa cidade.

Rosa Martinez (Santos, SP)

Pró-Paróquia de Santiago em Santos





Estas são as fotos da pro paróquia de São Tiago Apóstolo, de Santos.
É uma construção muito simples, proporcional à singeleza do bairro onde está localizada:o Saboó, na Rua Maria Mercedes Féa, 138.
Padre José Fernandes da Silva é o responsável pela igreja, cujos cultos acontecem aos domingos, segundas e quintas.
No sábado em que fiz as fotos, encontrei apenas algumas pessoas da comunidade que estavam num ensaio musical. Dentro da igrejinha tirei uma foto do altar e uma outra que trata da campanha da comunidade para construção de um templo maior.
A comunidade é bastante ativa e não nos surpreenderá se em pouco tempo alcançam seus propósitos.
Esperamos neste próximo ano, agora com a nossa petição sancionada pelo prefeito de Santos,que possamos nós da AACS-Santos e Comunidade da Pró_Paróquia, festejarmos juntos a Semana de Santiago Apóstolo.

Rosa Martinez (AACS - Santos, SP)

12/08/2006

Prédios chamados Santiago II





Este prédio se chama Edificio Santiago, e fica no Centro Empresarial, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro.
(Informação e fotos José Maria Lyra)

11/15/2006

Oficina São Tiago



Esta oficina está situada na Rua Cabuçu, 155 em Lins de Vasconcelos, Rio de Janeiro. A placa que aparece no chão, no lugar do portão, é uma placa nova que no
dia da foto ainda não havia substituído a que aparece na outra foto.
Reparem na cruz de Santiago!
(Informação e fotos Paulo Cid)

11/14/2006

Agencia de Viagens Santiago - Rio de Janeiro

Santiago Agência Viagens e Turismo Ltda.
Rua Dois de Dezembro 78 gr. 714
Largo do Machado - RJ
CEP 22220-040 Ed. Catete Business Center
Tel. 21 2557 3993 2205 2995 2285 2479 2265 4266
e-mail: santhyago@uol.com.br

Mazagão, no Amapá e na África







Olá Clinete

Consegui descobrir algumas fotos digitalizadas de Mazagão. Vou enviar
imagens reduzidas, mas tenho os originais com mais alta definição (cerca de
2,2 MB cada) e poderei enviar depois.
A Vila de Mazagão tem muito pouco para ver. Resume-se a um pequeno aglomerado de casas, com uma igreja e um pequeno largo onde estão os poucos monumentos. Penso que as fotos reflectem isso precisamente. Há um cemitério antigo que está sujeito a trabalhos arqueológicos, assim como uma pequena capela.
Decidi também enviar algumas fotos do trajecto entre Macapá e Mazagão. São de uma grande beleza e penso que poderá ser útil.
As fotos de Mazagão em Marrocos não estão em formato digital, e como tal terei de digitalizá-las. Mas a fortaleza é muito bonita, principalmente a Cisterna, que é a ex libris de El-Jadida o nome actual da cidade. Em termos informativos El-Jadida fica a cerca de 40 kms ao sul de Casablanca a capital económica de Marrocos.
A história de Mazagão é uma história linda. As principais razões para o abandono da fortaleza em terras marroquinas, têm a ver com os custos em meios materiais e humanos que essa permanência implicava, mas principalmente porque Portugal necessitava desesperadamente de pessoas para ocuparem a Amazónia, porque no século XVIII o direito de ocupação, prevalecia sobre o direito de descoberta. Eu acredito
que hoje a maior parte da Amazónia pertence ao Brasil, fruto da política
encetada pelo Marquês de Pombal.
A história interessou-me de tal forma, que decidi tentar escrever um livro de ficção, mas baseado nesse evento histórico. Por isso disponho de muita informação sobre este tema,inclusivamente dos nomes das pessoas que foram deslocadas, as ferramentas que receberam, as profissões, etc. Também tenho muita informação sobre o
forte em Marrocos, nomeadamente um diário que relata dia a dia o que foram
os últimos anos da permanência portuguesa em Marrocos.
Peço desculpa por esta mensagem tão sucinta, mas estou muito atrasado para
um encontro profissional. Poderei depois com mais tempo, e caso haja
interesse, em detalhar um pouco toda esta história.
Falando um pouco de mim. Sou português, vivo em Setúbal, uma cidade que fica
cerca de 40 kms ao sul de Lisboa. Sou engenheiro de formação, mas neste
momento trabalho como consultor em diversas áreas.
Fiz o Caminho de Santiago no passado mês de Outubro. Foi uma experiência maravilhosa, e que ainda precisa de ser “digerida”. Depois colocarei as minhas reflexões à disposição do grupo.

Um Abraço

Carlos Rocha

PS: As fotos estão um pouco saturadas, porque no dia em que lá estive o dia estava muito cinzento, com chuva e eu dei-lhes um tratamento posterior com o Photoshop.

11/10/2006

Mazagão e a festa de São Tiago ( II )


Santiago Matamouros


Balneário Mazagão


Arco de Canga

Oi, Clinete! Aí vão fotos de Mazagão e da estátua de Santiago.
A festa é muito conhecida no Amapá, vem gente de todos os lugares. A cidade é tb um balneário.
A história de Mazagão é curiosa. Onde acontece a festa é na cidade de Mazagão velho, pois tem ainda uma Mazagão atual, que é o terceiro município do Amapá e fica bem perto do Mazagão velho, que é remanescente da antiga colônia pombalina de Mazagão. Os colonos que vieram do Marrocos no século XVIII - a maioria fidalgos - foram dizimados por epidemias e só sobraram os escravos. Foram eles que deram continuidade à tradição da festa de Santiago. Hoje Mazagão velho é uma comunidade de negros. Todos devotos de Santiago.
Quando voltei de lá trouxe posters para a minha irmã, que é peregrina.
Meu nome é Stela Gláucia Alves Barthel, sou carioca, mas moro no Recife, sou arquiteta e faço mestrado em Arqueologia. Qualquer coisa sobre Santiago que eu achar, eu mando.
(Informação e fotos Stela Barthel- Recife)

Mazagão - Festa de São Tiago ( I )


Mouros e cristãos


Festa de São Tiago


Procissão


Igreja de são Tiago


Festa de São Tiago

Considerada uma das mais belas festividades folclóricas do Amapá, a Festa de São Tiago é uma histórica tradição secular, realizada em Mazagão Velho.
Situado a 36 km da sede do município de Mazagão Novo, localizado às margens do rio Mutuacá, a Vila de Mazagão Velho foi fundada em 1770 com a intenção de abrigar 163 famílias de colonos lusos oriundos da costa africana, em decorrência dos conflitos políticos-religiosos gerados entre portugueses e muçulmanos que ainda por lá perduravam.

Em 1771, diversas famílias acompanhadas de seus escravos aqui aportaram. A partir de 1777, em homenagem ao glorioso São Tiago, até o presente revivem as batalhas em que cristãos e muçulmanos degladiaram-se no continente africano.
O aspecto místico da festa remonta ao fato e ao credo popular e secular do aparecimento inesperado de São Tiago, o valente soldado anônimo que conduziu os cristãos em valente, heróica e vitoriosa batalha, que parecia não ter mais fim.
A guerra entre fervorosos cristãos lusitanos e muçulmanos teve sua origem após a tentativa dos cristãos de tentar converter os muçulmanos a fé cristã, ao batismo e ao rito católico.
A intervenção político-religiosa dos cristãos imediatamente provocou a ira e a reação dos seguidores de Maomé, que mais tarde declararam guerra total aos mesmos, liderados pelos capitães Atalaia, Jorge e Tiago.
Dias seguidos, batalhas sangrentas tiveram lugar em solo afro, com certa vantagem para os portugueses que se aquartelaram heroicamente, resistindo aos constantes ataques mouros.
Chefiados pelo rei Caldeira, vendo que não conseguiam vencer os fervorosos cristãos, os mouros planejaram armar uma cilada. Pediram trégua e, após mensagens, solicitaram o fim da guerra. Depois resolveram encaminhar diversos presentes e iguarias aos capitães cristãos.
Os cristãos receberam com grande espanto e desconfiança os presentes e as iguarias, desconfiados que os pratos típicos pudessem estar envenenados. Após reunião do conselho de guerra, os oficiais cristãos resolveram na calada da noite mandar alguns jovens soldados disfarçados de camponeses jogar boa parte da comida na granja dos mouros, onde ficavam os animais, e guardaram a outra parte a fim de preparar uma boa surpresa, virando o feitiço conta o feiticeiro.
Sem esperar a desconfiança e o "troco" dos cristãos, os mouros resolveram oferecer, em nome da "paz aparente", um baile de máscaras, discretamente estendendo o convite aos cristãos que quisessem passar para seu lado, regalias e luxúria, sem que pudessem ser vistos e reconhecidos por seus superiores.
Alguns soldados e oficiais cristãos compareceram à festa mascarados, e levaram a outra parte da comida, distribuindo-a aos mouros que dançavam, bebiam, gritavam e comiam em demasia.
Ao amanhecer o dia, algumas autoridades mouras que sempre visitavam a granja diariamente imediatamente notaram os animais mortos. Notaram também os restos de comida oferecido aos cristãos. Imediatamente deram o alerta e chamaram os soldados, sendo que muitos já estavam mortos, vítimas de sua própria comida envenenada. E o que era pior, entre os diversos mortos, estava o gordo, fanfarrão e perverso Rei Caldeira, inerte em seu trono, também vítima de sua própria trama.
O menino Caldeirinha, filho do Rei Caldeira, assume imediatamente o trono e dá ordem imediata de ataque e vingança contra os cristãos.
Ocorre que, bem antes, aproveitando o desespero e a desorganização dos mouros, os cristãos desferem ataque rápido e inesperado contra seus inimigos. Antes do ataque se confessam com Deus e preparam-se espiritualmente, proferindo juramento solene.
A fúria dos mouros somada a valentia e coragem dos cristãos gerou uma batalha sangrenta, somente amenizada ao meio-dia. Neste horário, aproveitando o breve descanso de seus inimigos, os mouros encaminham um Bobo Velho espião para tentar convencer alguns desertores convertidos ao cristianismo, a peso de ouro e jóias, a retornarem ao acampamento mouro para derrotar o inimigo invasor. Mais que isso, o Bobo Velho tinham também como missão observar a moral da capacidade de luta dos cristãos, seu efetivo, armas disponíveis, munição e canhões, etc.
Percebendo imediatamente que o Bobo Velho era mais uma "armação" do inimigo, deixaram que o dito cujo se aproximasse do acampamento.
Quando chegou perto, o mesmo foi apredejado, correndo assustado em disparada.
No final da tarde, antes de reiniciar novamente a batalha, o capitão cristão Atalaia resolve espionar a situação e o movimento mouro.
Tendo sido descoberto e alvejado à bala, rouba a bandeira do acampamento inimigo. Ferido de morte, Atalaia consegue chegar perto de seu acampamento e atirar a bandeira inimiga a seus companheiros, dando gritos de alerta. Lamentavelmente, diz a lenda, os mouros conseguem capturá-lo para depois decepar a sua cabeça, impiedosamente. Espetam sua cabeça em uma vara e colocam-na propositalmente próximo ao muro do acampamento cristão, para gerar pânico e terror.
Ainda como vingança e sinistro plano do rei Caldeirinha, soldados mouros fazem uma passeata ao redor do acampamento cristão, conseguindo atrair a atenção de diversas crianças que estavam brincando no pasto, insensivelmente raptadas pelos cruéis soldados. Depois do vil sucesso do rapto, as inocentes crianças são vendidas no mercado negro. O dinheiro foi empregado para compra de mais armas e munições.
Com grande pesar e dor, dando falta de suas crianças, revoltados, os cristãos iniciam violenta batalha contra o inimigo, diz a lenda, cheia de atos de heroísmo, coragem, valentia e fé.
Assustado, o rei Caldeirinha propõe a troca do corpo de Atalaia pela bandeira moura em poder dos cristãos. Estes aceitaram a troca. Na hora receberam o corpo mas não entregaram a bandeira.
Mais uma vez a batalha recomeçou de forma ainda mais violenta. Ao anoitecer, os cristãos pediram a Deus e ao Divino Mestre Jesus que prolongasse o dia a fim de que pudessem vencer tão desesperada luta.
Dessa forma, conta a lenda, os cristãos sentiram que o dia estava se prolongando e a batalha sendo vencida, o que após mais luta, finalmente o jovem rei Caldeirinha foi aprisionado, enquanto que vários soldados mouros optaram pela fuga.
Mortos muitos infiéis mouros, os cristãos finalmente puderam comemorar a vitória agradecendo a Deus e ao Santo Cristo pela vitória tão esperada. Em passeata, levaram o rei mouro vencido, poupando, como cristãos e em homenagem ao Criador, a sua vida.
Vários oficiais e soldados procuraram saber quem era o valente soldado que tinha abatido inúmeros inimigos na última e mais sangrenta batalha, sem conseguir encontrá-lo. Finaliza a lenda afirmando que a mitológica figura de São Tiago aparecia vez por outra no campo de batalha com uma armadura brilhante, intocável e invulnerável, guiando os soldados cristãos e causando baixas profundas, medo e pânico no inimigo, a moeda de troca do Plano Superior contra as atrocidades praticadas pelos mouros, na época.

(Informação Tacio Renato Caputo)

11/09/2006

Doces São Tiago



Doces São Tiago
Geleias muito gostosas, com sabores exóticos.
Foi aventada a hipótese de serem feitas na fazenda de Clarice Ferté, uma das peregrinas pioneiras, no Brasil.
Mas não conseguimos ainda confirmar.
Quem souber alguma informação, envie para o blog.
(Foto Clinete Lacativa)

11/07/2006

Altar de Santiago - Instituto Ricardo Brennand






Instituto Ricardo Brennand
Criado por um colecionador pernambucano, Ricardo Brennand, o museu tem obras da Europa medieval do século XV, do Brasil colonial das invasões holandesas, do século XVII até o século XIX.
Este belíssimo altar de Santiago está em uma das salas.

(Fotos Fátima Souza)

Forte de São Tiago das 5 Pontas - Recife







Forte das Cinco Pontas
Foi construído em taipa, em 1630 pelos holandeses.
Os portugueses o chamavam de Forte das Cacimbas.
Destruído em 1677 e restaurada por Fernandes Vieira, desta vez, reconstruído com apenas quatro pontas, e chamado São Tiago.
A população não aceitou e passou a chamá-lo de Forte de Santiago das 5 pontas e assim ficou.
O local hoje funciona como Centro Turístico e abriga o Museu da Cidade do Recife e o Teatro do Forte.
(Fotos Fátima Souza - Recife)

Armazem São Tiago - Rio de Janeiro








Este antigo armazém (frequentei muito na minha infância) foi fundado em 1909 por emigrantes da Galícia. Funcionou muitos anos como um típico armazém, vendendo no varejo, cereais comprados a granel. Vendiam carne seca, bacalhau, embutidos e tudo mais. No balcão a direita eram servidas as bebidas, como guaraná, groselha (preparada na hora) cerveja e pinga. As famílias tinham "conta" no estabelecimento. Faziam entregas a domicílio e funcionava como verdadeiro banco, pois era normal descontar cheques alí. O dono na época, Sr. Garcia, mandou vir um sobrinho nos anos 50 para auxiliar a tocar o negócio e hoje, embora não seja o dono, êle dá nome ao local. Todo mundo conhece como Bar do Gomes. Com o passar dos anos, a chegada dos super mercados, a demanda modificou-se e recentemente com a morte do neto do fundador, assumiu a cara atual. É muito popular em Santa Teresa, mas pouco conhecido pelo nome original.
Há muito para contar, mas acredito que o principal é o nome e o fato de ter sido fundado por galegos, numa homenagem ao Santo.

(Informação e fotos - Mario Gonçalves)